Vale a pena investir em imóveis durante períodos de inflação alta?
Oscar Nascimento

Oscar Nascimento

Vale a pena investir em imóveis durante períodos de inflação alta?

Sem dúvidas você deve estar pensando se vale a pena investir em imóveis neste atual cenário de inflação alta, em que a taxa Selic está em 12.75% ao ano, e com tendência de aumentar um pouco mais em breve.


Se você está com dúvidas se este é o exato momento de comprar um imóvel ou de investir no mercado financeiro, principalmente, em títulos de renda fixa, já que os rendimentos estão bastante atrativos, eu posso te ajudar nessa decisão.

Todavia, antes de qualquer análise vamos ter como premissa básica e incontestável que imóveis são o porto seguro dos investidores. No mundo, cerca de 55% das riquezas das pessoas estão alocadas em ativos imobiliários, por serem seguros e gerarem ampliação de patrimônio, valorização, renda e retorno de capital. 


Agora sim, dito isto, consideremos que você possui recursos para pagamento à vista, o que já é uma grande vantagem competitiva, dinheiro vivo fala mais alto, pois aumenta seu poder de negociação. O desconto obtido na compra à vista, a seu critério, pode ser utilizado na melhoria do próprio imóvel ou utilizado para outros fins. 


Caso você não possua a totalidade dos recursos e tenha de utilizar uma parte financiada é recomendável, nesse momento, investir em imóvel na planta, se você puder esperar até a conclusão das obras. Você aporta de 30% a 40% do preço, incluindo a entrada, durante o período de obras, cerca de 36 meses, em média, até a entrega das chaves. Conforme o fluxo de pagamento, e se houver ainda recursos disponíveis, uma boa opção é aplicá-los em ativos de renda fixa que lhe permitam efetuar retiradas para o pagamento das parcelas do preço do imóvel durante a fase de obras. 


Novamente, você poderá estar questionando, o que faz você decidir por investir em imóveis e não em ativos de renda fixa no atual cenário, qual o racional envolvido? 


O racional é: 


  1. O mercado adianta expectativas com base nos aspectos econômicos, sociais e políticos de momento. A taxa de juros de dois dígitos é cíclica no nosso país, vai e volta, ou melhor, sobe e desce e sobe e desce novamente, num círculo vicioso. Como ilustração, tomemos a oscilação dos últimos sete anos. Em julho/2015, a Selic alcançava 14.15%, decresceu fortemente até ao nível de 1.90%, em agosto/2020, menor patamar da história, e voltou a aumentar, gradativamente, até atingir 12.75%, em maio/2022.Toda essa flutuação das taxas de juros é devida a fatores macroeconômicos, para os quais o investidor em imóveis deve estar atento.
  2. É provável que a partir de 2023 a inflação diminua e a taxa de juros retorne a níveis menores de um dígito. Supondo que você invista em um imóvel na planta no momento atual, por ocasião do recebimento das chaves de seu imóvel, daqui a 36 meses, você terá postergado a contratação de uma dívida financiada, podendo então conseguir financiar o imóvel com base em taxa de juros menor, mais justa, ou se preferir usufruir da valorização do imóvel numa eventual venda.
  3. Estudos recentes do SECOVI-SP informam que existe escassez de oferta de imóveis. A demanda é sempre constante no tempo o que provoca a valorização dos imóveis. Por outro lado, investimentos em ativos de renda fixa, que é o nosso ativo de comparação, por serem suscetíveis a fatores macroeconômicos, não atingem a valorização obtida por um imóvel no tempo.


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